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Amsterdam – Cidade do Compartilhamento

Recentemente escrevi um post aqui no Blog falando de Seul, a capital da Coreia do Sul e também capital do compartilhamento. Na mesma época que Seul iniciou esse plano ambicioso de fomentar a economia colaborativa, outras cidades e países também demonstraram interesse em fortalecer a comunidade do compartilhamento por meio de iniciativas locais. É o caso da Holanda, mais precisamente Amsterdam, que através dos empreendedores Pieter Van Glind e Harmen Van Sprang criaram a “Amsterdam Sharing City”, primeira cidade do compartilhamento da Europa. Esse e outros projetos estão sob o guarda chuva da iniciativa chamada SharingNL criada para divulgar as atividades do grupo no país europeu.

Desde o início do SharingNL o trabalho realizado visa fortalecer a comunidade da economia compartilhada através dos seguintes projetos: Amsterdam Sharing City, Sharing City Platform e Sharing City Lab.

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Vamos conhecer melhor os projetos:

Amsterdam Sharing City

A ideia de nomear a cidade como uma “Sharing City” é para enaltecer o potencial para ações de caráter sustentável, integração social e economia, utilizando as ideias do consumo colaborativo.

O projeto teve o seu ponto de partida por conta dos seguintes fatores:

  • A vontade de compartilhar dos moradores. Segundo pesquisa realizada, 84% dos moradores de Amsterdam estariam dispostos a participar de alguma iniciativa na economia compartilhada.
  • A cidade já possui uma infraestrutura de internet que engloba mais de 90% da população.
  • A região já possui uma atmosfera que promove a inovação e criação de startups
  • Várias empresas da economia compartilhada já estavam estabelecidas na cidade e muitas startups já estavam validando seus modelos de negócios
  • O potencial de implantar o nome de Sharing City, já consolidado em Seul, em Amsterdam

Mas para receber o privilégio de se auto definir uma cidade do compartilhamento, o governo local teve que se comprometer com o apoio a iniciativas empreendedoras, bem como fortalecer o conceito em seus meios de divulgação.

Por fim, esse projeto conta com vários “embaixadores”, principalmente empresas privadas, que promovem atividades voluntárias para espalhar os conceitos do consumo colaborativo e fortalecer a comunidade.

Sharing City Platform

A plataforma consiste em um local para agregar todas as informações e iniciativas dentro da economia do compartilhamento em um nível municipal na Holanda. Com ela, as cidades podem compartilhar suas ideias e acompanhar o crescimento do movimento em outras regiões do país. Com o aprendizado entre as cidades é possível otimizar a capacidade das cidades e distritos. As cidades que compõem a plataforma são: Amsterdam, Nijmegen, Utrecht e Den Haag.

A plataforma é focada para os moradores da Holanda, portanto está na língua local:

http://www.sharingcity.nl/

Sharing City Lab

Esse experimento tem por objetivo desenvolver a economia colaborativa nas principais cidades do mundo para melhorar a qualidade de vida dos moradores endereçando os principais problemas urbanos. Para isso, eles compartilham experiências e melhores práticas entre as cidades, promovem eventos e fornecem serviços consultivos para outros governos locais.

Para controlar a efetividade do programa, foi criado o Sharing City Index (SCI), que mensura a atividade da cidade na economia colaborativa. Assim, é possível medir o crescimento e efetividade do programa. Com esse índice é possível também ranquear e promover as melhores cidades. Infelizmente não encontrei mais dados de como esse índice é composto, mas me parece muito interessante essa ideia de enaltecer as melhores práticas e criar um parâmetro para as cidades se balizarem e desenvolverem suas propostas de fomento da economia compartilhada.

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Por enquanto esse movimento das Sharing Cities ainda me parece bastante incipiente mundialmente falando (somente Coreia do Sul e Holanda). Contudo, vejo que cada dia mais notícias são veiculadas sobre essas cidades e como a economia compartilhada, bem organizada, traz benefícios efetivos para os municípios. Esse projeto deve ser levado a médio e longo prazo, ao meu ver, para que possamos ter resultados incontestáveis e notórios para que sejam irrefutáveis as benécies da economia do compartilhamento. Quem sabe logo poderemos nos unir para termos grandes cidades brasileiras nessa lista.

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