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O que faz a economia do compartilhamento se diferenciar dos alugueis tradicionais?

O que faz a economia do compartilhamento se diferenciar dos alugueis tradicionais? É uma pergunta interessante que gostaria de esclarecer no post de hoje.

É bastante importante entendermos o real conceito da economia compartilhada

Primeiramente a economia compartilhada está sob um guarda – chuva maior, que é o movimento do consumo colaborativo (nesse post explico melhor esse assunto), já que o objetivo é minimizar a ociosidade e focar nas experiências ao invés da posse de um objeto.

Segundo, como Rachel Botsman e Roo Rogers escreveram no livro “What’s mine is yours”, consumo colaborativo pode ser dividido em três sistemas:

  • Mercados de redistribuição
  • Estilo de vida colaborativo
  • Sistemas de produtos e serviços

Portanto, a comparação de toda a economia do compartilhamento somente com o mercado de locações deve ser balisada por apenas um sistema descrito acima: Sistemas de produtos e serviços. Nesse ponto eu concordo que é bastante similar, afinal não importa se você loca um carro por um dia ou uma hora. Pessoalmente eu acredito que exista uma grande diferença tecnológica envolvida, a medida que os negócios tradicionais de locação tem uma inércia enorme para fazer mudanças nos seus próprios produtos e as startups trazem diversas inovações para se diferenciar e crescer nos seus segmentos.

O mercado de locações para produtos de alto valor agregado já é bem conhecido e consolidado no Brasil há um bom tempo, haja vista as locações de vestidos e ternos para festas, máquinas para construção e carros para passeios. Todavia, com o surgimento do consumo colaborativo, novos negócios foram criados e produtos de menor valor agregado também passaram a ser compartilhados. Não apenas novas empresas, mas também novos modelos de negócios como os marketplaces para que possamos compartilhar (sistema de estilo de vida colaborativo) ou vender (Sistema de  mercado de redistribuição) nossos próprios produtos.

A economia do compartilhamento cresce fortemente em conjunto com o consumo colaborativo. A principal diferença é a primeira requer um troca que resulte em retorno financeiro para uma empresa ou pessoa física e a outra se baseia na otimização da capacidade ociosa de produtos sem a obrigatoriedade dessa relação financeira. Para mim não importa muito se é chamado de aluguel, compartilhamento, colaboração, desde que as empresas continuem a inovar e criar soluções que resolvam os problemas apresentados pelo movimento do consumo colaborativo.

Você acha que daqui 10 anos ainda teremos os modelos de negócios tradicionais de aluguel? Deixe seu comentário.

Essa pergunta foi feita no site QUORA. Veja a pergunta original e outras respostas aqui: https://www.quora.com/Economics/What-make-sharing-economy-differ-from-rental-business?__snids__=1358434820

 

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