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Lisa Gansky: TED Talks sobre a economia compartilhada #2

Recentemente escrevi o primeiro post de uma série sobre as TED Talks mais famosas da economia compartilhada. Hoje gostaria de compartilhar com vocês uma apresentação da Lisa Gansky para o TED em 2011 (poucos meses depois da Rachel Bostman se apresentar no palco do TED), na qual ela fala sobre o MESH, uma palavra que tem a pretensão de representar todo o movimento e conceito do compartilhamento na atualidade.

Logo no início da sua fala, a autora do livro “The Mesh” (aqui escrevo mais sobre os livros) falou sobre como nós já temos o costume de compartilhar – seja o transporte coletivo, comida, arenas esportivas, bibliotecas, etc. Entretanto, foi com o fortalecimento da internet e, por consequência, da aproximação entre as pessoas, mesmo que virtual, que se ampliaram os horizontes para novas plataformas de compartilhamento. Além disso, ela também citou como precursores do movimento MESH a crise econômica de 2008, as mudanças climáticas e o crescimento populacional.

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Para descrever de fato o que é MESH à sua audiência, ela trouxe uma imagem que faz referência às empresas que surgiram nesses últimos anos. Todas elas tinham três características em comum. Primeiramente elas davam ênfase ao social, ao encontro entre as pessoas. Outro ponto é o fato de todas estarem amplamente conectadas e dependentes da internet, compartilhando dados online. Por fim, todas essas empresas transformam a experiência do uso de um bem, e não forçam a sua compra (o que na minha opinião é a essência da economia compartilhada). Com essas três características, o acesso se torna algo mais conveniente, com um custo mais baixo e também sexy, atraindo inúmeras pessoas para compartilhar.

Características das empresas da economia compartilhada
Características das empresas da economia compartilhada

Seguindo nessa linha de atrair mais pessoas para novos serviços, Lisa deu o exemplo da Zipcar, empresa de compartilhamento de veículos que com ações simples e efetivas tornou o carro, um item de desejo, em um bem a ser compartilhado entre várias pessoas. Ela falou de como cada membro é tratado dentro do serviço, à medida que essas pessoas não são meros clientes, mas sim membros de um seleto clube. Cada membro desse clube é chamado de Zipster e eles têm à sua disposição carros de desejo que talvez não fosse plausível comprar. Além disso, a Zipcar não é uma simples locadora, mas também uma empresa de coleta e análise de dados. Cada membro do clube, ao utilizar um veículo, passa para a empresa diversas informações relevantes e que se bem tratados podem ajudar na tomada de decisões para melhorar o serviço e atrair mais pessoas com perfis semelhantes.

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Mais para o final da sua palestra, Lisa apresenta a ideia final do MESH. Para termos de fato essas empresas espalhadas e crescendo, é necessário que exista uma rede que conecte tudo em uma única plataforma. E a autora traz as cidades como as plataformas mãe de todas essas iniciativas. A ideia lembra muito a questão da Internet das Coisas, então vamos com calma.

Na Internet das Coisas, objetos que hoje em dia são “burros”, passam a se conectar na rede e entender padrões de consumo e de necessidade, transmitindo esses dados para toda a rede e colaborando para o aperfeiçoamento quase que instantâneo da experiência.

Da mesma forma que a Apple tornou o Iphone uma plataforma, onde você pode desenvolver aplicativos e vendê-los para os milhares de usuários desse smartphone, a cidade será a plataforma para que se crie a rede MESH, onde os dados transitarão entre as inúmeras aplicações dentro da economia compartilhada, para que os serviços se adequem às necessidades momentâneas de cada pessoa. A cidade irá concentrar as aplicações e propiciar um ambiente seguro para os novos desenvolvimentos segundo a necessidade dos moradores. Um exemplo é o fornecimento de dados do trânsito para que empresas de compartilhamento possam avisar seus clientes do tempo que levarão para o trajeto que desejarem realizar. Quando a Apple lançou a AppStore, nós não imaginávamos a quantidade de aplicativos que surgiriam. Agora imaginem se uma cidade se tornar de fato uma plataforma que fortaleça o empreendedorismo e a inovação.

Para quem se interessar, segue a apresentação completa:

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