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O que é economia do compartilhamento?

Compartilhar é valorizar o acesso em detrimento da posse de algum bem. A propriedade de um item de desejo não condiz mais com o alto custo associado e com a baixa utilização, ou até mesmo com a dificuldade em se manter esse bem guardado. Além disso, o consumo exacerbado já não é mais sustentável.

Garagem com diversos objetos guardados e que são pouco usados.
Coisas que usamos pouco só ocupam espaço!

E se fosse possível ter o benefício sem ter a posse de um determinado produto?

Gráfico: frequência de uso X valor total
Gráfico: frequência de uso X valor total

Vamos pensar da seguinte forma: existem 4 tipos de objetos que podemos adquirir, aqueles que são caros e utilizamos com bastante frequência, outros que também têm um valor elevado e tem sua capacidade sub utilizada, os com preços menores e com grande utilização e os baratos que são, muitas vezes, descartáveis ao final de um período. A figura abaixo tem alguns exemplos desses objetos:

Agora vamos dividir algumas dessas categorias entre a posse e a propriedade desses bens. Objetos caros e com baixa utilização são comuns de serem encontrados no modelo de aluguel. Trajes sociais, veículos de luxo e barcos são alguns exemplos. Já sobre itens muito baratos e com grande utilização faz sentido as pessoas terem a posse. A economia do compartilhamento está focando nos dois outros tipos de produtos. Objetos que usamos pouco e que são baratos já estão se tornando comuns no modelo de acesso. Por exemplo, livros, filmes e música, que são disponibilizados online por um valor mensal. Serviços como Netflix, Kindle Unlimited e Spotify já são bastante utilizados no Brasil. Não faz mais sentido comprar um DVD, assisti-lo 1 vez e depois guardá-lo por anos na prateleira, não é verdade? E é naqueles produtos mais caros e que usamos com bastante frequência em que as empresas buscam inovar agora! Já imaginou fazer uma subscription para um sofá? E usar um carro por hora para deslocamentos urbanos?

Objetos que podemos ter apenas o acesso e não a posse.
Objetos que podemos ter apenas o acesso e não a posse.

Agora que nós percebemos que em relação a diversos produtos as pessoas estão mais preocupadas nos benefícios que eles trazem e não no objeto em si, a propriedade se torna irrelevante, abrindo caminho para o compartilhamento. Mas onde entra a economia nessa história? Empresas estão surgindo para transformar a venda tradicional de bens para a oferta de um serviço. É a migração do modelo de propriedade para o modelo de acesso! Ao invés de nós comprarmos um carro, nós podemos utilizá-los somente nos momentos em que realmente necessitamos, pagando um valor pelo uso. E esse modelo de negócios não se limita a veículos apenas. Hoje já existem empresas que oferecem ferramentas “on demand”, apartamentos na praia ou nas montanhas (AirBnB), roupas e acessórios, e a nossa criatividade é o limite para pensarmos em produtos que podemos compartilhar. Para tudo aquilo cuja posse realmente não é necessária, como uma escova de dente, nós podemos encontrar um novo modelo de negócios para ofertá-los para que sua capacidade não fique ociosa. Assim, o cliente paga um valor mensal para ter o acesso, ou paga apenas quando realmente utiliza o produto.

A economia do compartilhamento é um conceito novo que representa a mudança de comportamento dos consumidores. O que devemos ter em mente é que as pessoas desejam ter o benefício. Queremos viajar e não ter um carro, desejamos ter momentos marcantes com a família e não ter um apartamento na praia para pagar IPTU todo ano, enfim, queremos aproveitar as experiências, pois são elas que ficam guardadas na nossa memória.

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