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Qual a relação entre consumo colaborativo e economia do compartilhamento?

Consumo colaborativo, economia do compartilhamento e até economia colaborativa! Nos blogs, revistas e reportagens de jornais esses conceitos são utilizados e misturados sem um critério para diferenciá-los e muitas vezes em um mesmo texto são utilizados como sinônimos para falar de algum tema a respeito. Quando falamos em consumo colaborativo, destacamos as ações focadas em minimizar o impacto gerado pelo consumo das pessoas. No momento que adicionamos um modelo de negócios associado a essa nova forma de consumo, então falamos em uma economia que envolve tudo isso.

A existência de problemas ambientais relacionados  ao consumo desenfreado de bens, o prazer de se relacionar com pessoas diferentes e o fortalecimento de um hobby são os principais motivadores para as pessoas aderirem às novas grandes ideias que fomentam o consumo colaborativo. Se eu adoro viajar, tenho um imenso prazer em conhecer novas pessoas e há um sofá sobrando na minha casa, por que não oferecê-lo a um viajante que está passando pela minha cidade? Ou então, se eu me sinto bem em fazer ações que beneficiem o meio ambiente e faço aquele trajeto diário de ida e volta do trabalho em um carro, por que não convidar meus colegas de trabalho para pegar uma carona? Tanto o couchsurfing quanto a carona solidária são dois exemplos comuns de ações que partilham desse conceito de colaboração. Há também aquelas ações mais exóticas, como comunidades inteiras de cohousing, cuja própria comunidade define como “um conjunto de casas, onde cada um tem a sua, havendo também uma área de uso comum onde há uma cozinha bem legal, um espaço para se reunir e comer juntos, um atelier, uma horta e o que mais o grupo decidir que quer compartilhar!”. Além do cohousing há o próprio financiamento coletivo, no qual por meio de uma plataforma online pessoas podem doar recursos para projetos que elas acharem interessantes, sem nenhum custo de intermediação. A plataforma mais conhecida no Brasil é a Benfeitoria.

Vamos manter todos aqueles pontos que motivam as pessoas a participarem de comunidades de consumo mais colaborativo: um hobby, preocupação com o meio ambiente e a interação entre pessoas. Agora, vamos adicionar um outro incentivo: dinheiro. Com todas essas motivações (entenda melhor como surgiu a economia do compartilhamento aqui), alguém percebeu que é possível criar negócios geradores de riquezas através da utilização da capacidade ociosa de bens e que em grande escala podem trazer novas experiências de consumo para as pessoas. Iniciou-se assim a economia do compartilhamento, que envolve um consumo mais colaborativo entre pessoas através de modelos de negócios inovadores.

Economia do Compartilhamento
Economia do Compartilhamento

A escritora do livro “What is mine is yours”, Rachel Bostman, define três grandes áreas para criação de modelos de negócios através do consumo colaborativo:

Mercados de redistribuição: é baseado em itens que não são mais usados por uma pessoa ou empresa e passa para outro local onde ele é necessário. Reutilizar, recuperar, reciclar e redistribuir!

Lifestyles colaborativos: São os famosos marketplaces de pessoa para pessoa, onde todos podemos compartilhar e receber recursos como uma carona (Uber e lyft), um carro do vizinho (Relayrides, Fleety), um quarto para dormir (Airbnb), ou um jantar entre pessoas desconhecidas (meal sharing).

Sistemas de produtos e serviços: Empresas oferecem experiências e a pessoa paga pelo uso e benefício de um certo produto e não pela posse. O serviço de compartilhamento de carros (Zipcar, Car2go) é um exemplo.

Percebemos que a economia do compartilhamento nada mais é do que uma forma que empresas encontraram de criar modelos de negócios repetitíveis e escaláveis para expandir a ideia do consumo colaborativo.  Ambos se baseiam em otimizar os recursos que temos, seja por diminuirem a ociosidade, por criarem novas experiências de relacionamento entre as pessoas, e também por darem oportunidades àqueles que desejam economizar seu dinheiro.

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