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Setores da Economia Compartilhada #1

Em um post recente apresentei a colmeia da economia colaborativa proposta por Jeremiah Owyang. A intenção era mostrar essa nova abordagem para representar os setores da economia do compartilhamento nos quais inúmeros empreendedores estão inovando em modelos de negócios que engrandecem esse novo movimento. Com o texto de hoje quero ir mais a fundo e discutir melhor o que é cada um desses setores e dar exemplos de empresas nacionais e internacionais para termos como benchmarking.

Para mantermos uma organização dos conhecimentos que se relacionam e que já já foram abordados aqui no blog, vale relembrar, para seguirmos em frente nesse, post as três grandes áreas dos modelos de negócios do consumo colaborativo proposto pela autora do livro “What’s mine is yours” Rachel Bostman: Mercados de redistribuição, Estilo de vida colaborativo e sistemas de produtos e serviços.

(Para quem deseja entender melhor sobre a relação do consumo colaborativo com a economia do compartilhamento e saber mais sobre as áreas dos modelos de negócios, leia esse post)

Portanto, dentro de cada uma dessas três grandes áreas existem empresas que se subdividem nos setores apresentados por Jeremiah na colmeia da economia colaborativa.

Honeycomb 3.0 - Jeremiah Owyang
Honeycomb 3.0 – Jeremiah Owyang

Alimentação: O setor de alimentação envolve tanto a necessidade básica de se alimentar quanto o prazer de um momento de lazer. Plataformas P2P, que demonstram um estilo de vida colaborativo das pessoas, estão espalhadas pelo mundo. Além disso temos modelos de negócios em “sistema de produtos e serviços”, como por exemplo as cozinhas compartilhadas, onde pessoas que querem testar novas receitas, ou mesmo fazer alguns pratos para vender e ganhar uma grana extra, não precisam investir um valor enorme na compra de itens para cozinha. Por fim, até mesmo o Uber está entrando nesse setor com a proposta de delivery de comida. A proposta deles é que, apertando um botão no aplicativo, você receba seu almoço em menos de 10 minutos! Uma grande sacada da empresa já que os carros tem uma capacidade ociosa que pode ser preenchida não somente por pessoas.

Dinheiro: Esse setor despontou pelos modelos de crowdfunding (ou financiamento coletivo). A plataforma Kickstarter é bastante famosa e já ajudou inúmeros projetos a serem financiados nos Estados Unidos. No Brasil Catarse e Kickante são as maiores plataformas. Além desse modelo, no qual pessoas tomam o “poder” para investir em ideias que lhes interessam, existe também plataformas P2P de empréstimos. Nelas pessoas comuns podem emprestar dinheiro umas para as outras e também para empresas, eliminando o intermediário que sempre tem taxas ou toma parte dos rendimentos. No Brasil a maior plataforma é o Biva. Por enquanto essas são as inovações mais promissoras, mas quem sabe novos modelos não vem por ai para facilitar a nossa relação com dinheiro.

Educação: Todos nós somos únicos e possuímos conhecimentos únicos também, por que não compartilhá-los? Nesse aspecto o e-learning facilita bastante o acesso ao conhecimento e permite que tanto universidades quanto nós mesmos possamos disponibilizar conteúdos para todas as pessoas. Existem modelos nos quais pessoas comuns se oferecem para ensinar em troca de dinheiro ou mesmo em troca de outras experiências, como é o caso do Edools, mas também vemos universidades e escolas ofertando cursos gratuitos e pagos. Por fim, temos o compartilhamento de livros, que permite pessoas lerem os seus livros que ficam na estante acumulando poeira por tanto tempo. Um exemplo é a empresa de Florianópolis Livrio

Bem estar e beleza: Plataformas P2P que conectam pessoas com experiência em beleza com outras que desejam esse tipo de serviço é o foco desse setor. Importante lembrar que na economia do compartilhamento muitas plataformas P2P empoderam as pessoas que possuem conhecimentos, tempo, dinheiro, etc. que são valiosos para outras pessoas e não necessariamente esse é a principal fonte de renda e de trabalho dessa pessoa. Assim, no setor de beleza e bem estar isso não é diferente e todos os dias milhares de pessoas se conectam pelo mundo com esse propósito.

Análise de dados e reputação: Quando se tem uma relação entre pessoas, de compra ou venda de um produto ou serviço, sem um orgão que gerencia/fiscaliza as ações de cada uma das partes, a nossa intuição nos leva a crer que isso não tende a dar muito certo, não é verdade? Mas então como que na economia compartilhada, cheia de plataformas P2P, isso funciona? A moeda de troca não é somente dinheiro, mas também reputação. Você escolhe se irá se hospedar na casa de uma pessoa ou locar o seu carro para outra baseado nas avaliações que essa pessoa possui dentro da plataforma.

E se fosse possível levar essa reputação para todas as outras plataformas, para que sempre no seu primeiro uso as pessoas já percebessem que podem confiar em você? Esse é exatamente um modelo de negócios que se implementou na eRated. Outros modelos de análise de dados para todos os outros modelos de negócios também permeiam esse setor. Percebe-se que é um setor inserido dentro da economia colaborativa para agregar aos outros setores, mas ele sozinho não necessariamente seria considerado parte da economia compartilhada, na minha opinião.

Municípios: Jeremiah trouxe esse setor para salientar o papel fundamental de alguns municípios na promoção de ideias da economia compartilhada e no lançamento de empreendimentos. Modelos de bike sharing (como vimos em Miami), book swaping e outros são financiados, incentivados e também regulados pelo município. Pudemos ver algumas dessas iniciativas em Seul, por exemplo.

Serviços: Aqui o autor colocou todos os tipos de serviços que ainda não despontaram a ponto de ganhar seu próprio setor dentro da colmeia. Exemplos de serviços de design, caminhada com animais de estimação, faxinas e outros estão todos englobados nesse setor. Tanto plataformas P2P quanto empresas que oferecem esse tipo de serviço estão contempladas.

No próximo post continuarei a falar sobre mais alguns setores da colmeia da economia colaborativa!

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