Skip to content

Setores da Economia Compartilhada #2

No último post apresentei alguns dos setores da economia do compartilhamento propostas por Jeremiah Owyang na sua colemia da economia colaborativa. Hoje continuarei com os setores que ainda não foram abordados.

Gostaria de relembrar novamente, para mantermos uma organização dos conhecimentos que se relacionam e que já já foram abordados aqui no blog, as três grandes áreas dos modelos de negócios do consumo colaborativo proposto pela autora do livro “What’s mine is yours” Rachel Bostman: Mercados de redistribuição, Estilo de vida colaborativo e sistemas de produtos e serviços.

(Para quem deseja entender melhor sobre a relação do consumo colaborativo com a economia do compartilhamento e saber mais sobre as áreas dos modelos de negócios, leia esse post)

Portanto, dentro de cada uma dessas três grandes áreas existem empresas que se subdividem nos setores apresentados por Jeremiah na colmeia da economia colaborativa.

Honeycomb 3.0 - Jeremiah Owyang
Honeycomb 3.0 – Jeremiah Owyang

Saúde: Muitas vezes essa palavra é confundida com cura. Entretanto eu acredito que saúde significa qualidade de vida. Um cego ter a oportunidade de enxergar através dos olhos de outra pessoa parece estranho quando ouvimos pela primeira vez, mas foi o que uma startup americana (Be My Eyes) fez ao criar uma plataforma que permite que cegos tenham ajuda de outras pessoas para atividades corriqueiras do dia a dia, como ver se o leite já passou da validade. Além dessa conexão, outras empresas também trabalham na área da saúde para otimizar o uso de bens caros, como equipamentos para exames médicos, por exemplo. 

Espaço: Espaço vale dinheiro! Quem nunca calculou o preço de um apartamento pelo metro quadrado? Pois é, na economia do compartilhamento esse espaço vale muito, e quem administra isso são as pessoas que o possuem. Plataformas como o Airbnb permitem que pessoas aluguem aquele quarto de visitas ocioso para visitantes que desejam um local para dormir. Quando tiramos esse intermediário, que em alguns casos são as imobiliárias e em outros casos são os hoteis, facilitamos o contato entre pessoas e permitimos uma relação maior entre elas com o bônus de uma renda extra ou uma economia na viagem.

Utilidades: Esse setor ainda está se desenvolvendo. O autor deu o exemplo da energia para caracterizar essas “utilidades”. Empresas que oferecem os painéis solares para pessoas colocarem nas suas casas em troca de parte da energia produzida é o principal modelo de negócios. Solar Mosaic e Solar City são duas das principais empresas desse setor.

Serviços de mobilidade: Caronas, serviços de valet, estacionamentos nas casas de moradores de regiões muito movimentadas são alguns exemplos desses serviços focados na mobilidade urbana. Aumentar a eficiência do uso de recursos, atrelados à mobilidade urbana é o foco desse setor, como o espaço de uma garagem de casa, é o propulsor desse setor.

Bens de consumo: Nesse setor temos quase que inteiramente empresas que estão na área de mercados de redistribuição. Quando você possui um bem não deseja colocá-lo para se tornar um serviço (no caso de você colocar seu carro para alugar), mas deseja vendê-lo, pode-se buscar essa alternativas através de plataformas como o e-bay, uma das primeiras a crescer nesse setor. Além disso, o movimento DIY (sigla para “Do it yourself” ou “Faça você mesmo), trouxe a ideia de pessoas criarem seus próprio produtos, principalmente em Fab Labs, e colocá-los a venda nessas plataformas também!

Bens de consumo para alugar
Bens de consumo para alugar

Logística: Novamente falamos de um serviço bastante similar à mobilidade urbana, mas dessa vez focamos no movimento de bens de consumo e não de pessoas. A ineficiência do uso dos veículos hoje ultrapassa os limites dos 5 assentos do carro e vai para o porta malas também! Aquela uma tonelada e meia que chamamos de carro tem litros e mais litros de capacidade ociosa que podemos transportar pacotes para outras pessoas no nosso caminho para casa e ainda ter uma renda extra. Em tempos de crise parece uma boa opção, não é verdade?

Compartilhamento de veículos: Aqui está um setor fascinante. Para mim, um veículo é o bem mais subutilizado que insistimos em possuir. Mas por que não compartilhar e aumentar a sua eficiência? Por que não tê-lo rodando 24 horas por dia ao invés de ficar a maior parte do tempo estacionado? Assim, plataformas P2P que ligam pessoas com carros ociosos a pessoa que necessitam de um veículo por um curto período de tempo se conectam, além de empresas que fornecem carros em pontos espalhados pela cidade para você alugar por hora ou frações de hora.

Corporações: Da mesma forma que o autor trouxe o setor de municípios para salientar a importância desse ator no desenvolvimento de empreendimentos na economia colaborativa, no setor de corporações ele deu destaque às startups que desenvolvem soluções dentro da economia compartilhada para esse público corporativo. Sabemos que grandes corporações são organizações mais engessadas e com certas burocracias, mas com o aumento da autonomia dos setores e de seus funcionários tem dado oportunidades para startups ofertarem seus produtos e para que eles sejam aceitos de baixo para cim (bottom up) que é quando esses funcionários mais a baixo na escala de herarquia tomam essa decisão de compra.

Suporte ao empreendedor: Como o próprio nome já diz, esse setor agrupa ideias que facilitam a vida de pessoas nos seus empreendimentos individuais. Tais empreendimentos podem ser dentro da economia do compartilhamento mesmo! Por exemplo, famílias que disponibilizam seus imóveis para locação na plataforma do Airbnb tem a possibilidade de, por uma pequena taxa, ter um serviço de uma empresa que cuida desses imóveis e os torna mais atraente para possíveis hóspedes. No Brasil, a startup curitibana Simple Guest oferece esse tipo de serviço. Além desse exeplo, existem outras ideias que facilitam a vida de motoristas de aplicativos de carona como o Uber e Lyft e seguradoras. Como a economia compartilhada ainda está bastante incipiente no Brasil, é difícil vermos uma startup despontando nesse setor visto que primeiro precisamos dos empreendedores para depois darmos um suporte.

 

Facebooktwittergoogle_pluslinkedin

Be First to Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *